Hoje, 20 de Julho de 2011, não consigo imaginar uma frase mais aterradora.
Primeiro porque as minhas férias de Julho já pertencem ao passado. Segundo porque o mês do Natal de 2011 me recorda o semi-subsidio que não vou receber. Terceiro porque uma ida ao IKEA num domingo tem efeitos secundários de mau humor para, pelo menos, os 4 dias seguintes.
Com o início destas tarefas da Web 2.0, onde aprendemos num mês aquilo que um jovem respira desde os 6 anos, veio-me à memória a diferença que é comprar uma árvore de natal ou ter uma árvore de natal.
Ter uma árvore de natal, admitamos, é acumular uma quantidade enorme de bolas que não combinam, luzes com música dos anos 80 e algumas renas de feltro que insistem em cair por cima do velho Belchior de barro. Ah, e a bela da fibra óptica pisca-pisca…
Ter uma árvore de natal é somar objectos, conforme as modas, gostos e updates ao longo dos anos. Eu já vou na Arvore 17.1, como se de versões do Windows se tratasse.
Comprar uma arvore de Natal, é basicamente o corredor 12 do AKI ou a área Épocas-festivas do IKEA. Agora temos expositores intermináveis de conjuntos sugestivos, chave-na-mão, que combinam maravilhosamente com os cortinados da sala e com a parede que pintámos de cor diferente das outras (será a moda novamente?). Longe vão os tempos das drogarias que vendiam as figuras de barro para o presépio.
O realizar de 2 tarefas semanais faz-nos mergulhar em mais de uma dezena de novas ferramentas da internet, mas em velocidade vertiginosa. Teremos dias em que parece que encarnamos uma personagem dos jogos sem fronteiras, tal é o numero de botões, ligações e opções disponíveis. Cada nova ferramenta que exploramos é um dos novos enfeites da árvore, que num momento nos interessa, mas depois pode ficar ultrapassado. À boa maneira da IKEA, chegamos a casa com uma pilha de peças, que nem em sonhos se parecem com a árvore exposta na loja. "Então tenho que enroscar todas as luzinhas!!!" Pois tem. Ninguém caracterizou tão bem a IKEA como o Ricardo Araujo Pereira, numa das suas cronicas, onde defende que se trata de uma loja de peças e não uma loja de móveis.
Na realidade, para alguns, esta formação em Web 2.0 será já um actualizar de enfeites numa árvore de natal que foram alimentando ao longo dos anos. Cada enfeite é uma ferramenta, umas mantêm-se, outras são descartadas.
Esta é a oportunidade de receber uma árvore de natal nova, completa e da ultima moda. Será perfeitamente normal que ao longo dos meses e anos, a árvore que agora é nova, perca alguns enfeites por desinteresse, por extravio, ou pela compra de outros enfeites mais ‘in’.
Seja por moda, gosto pessoal ou necessidade, a ida ao IKEA até nem é mal pensada.
Vi lá uma estrela em PVC tão bonita… para substituir aquela feita com rolos de papel higiénico pela minha filha quando tinha 5 anos!

Já lá vai o tempo em que, na Páscoa, se procuravam ovos de chocolate deixados nos jardins de subúrbio por coelhinhos cor-de-rosa saídos de um qualquer Lewis Carroll de trazer por casa... viva o IKEA e as Árvores de Natal versão 17.1...
ResponderEliminarO esforço não foi em vão...
ResponderEliminarGosto da sua árvore de Natal. É daquelas que não têm Presépio por baixo..., gosto!