terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tesoura, cola e papel de lustro


Este mundo dos RSS continua a fazer de mim uma pessoa com poder e importante, muito importante.
Dos ziliões de bytes que a Internet acumula, eu tenho agora o poder de escolher a 'creme de la creme'. Os melhores jornais, as melhores noticias, os mais refinados posts de blogs, enfim a «internet gourmet», com uma apresentação de master chef (o chefe aqui sou eu, não sei se já tinha referido).

Claro que obriga a um retorno aos bancos da escola, com muita colagem, abre janela, fecha janela, adiciona e corta. Mas o resultado final é bem satisfatório, tenho uma agenda toda catita onde se misturam os assuntos que eu gosto e todos os dias há novidades fresquinhas.

Por outro lado, o amigo google que me 'ofereceu' esta caixa cheia de ferramentas, tem o meu perfil, o meu blog, sabe os meus gostos informativos e de lazer e quem são os meus amigos. Huummm....

terça-feira, 26 de julho de 2011

E se te metesses na tua vida? Mania que é engraçadinho...


O meu blog é poder.
É poder dizer as coisas a muita gente em simultâneo.
É poder divulgar o cantinho da minha terra (para quem tem terra).
É poder ser editor de si próprio, com tiragens ilimitadas.
É poder espalhar uma mentira, acrescentando uns bits.
É poder ser um master chef, sem a parte do aroma, paladar e degustação...
É poder ser original, tal como tantos outros blogs que nem sonhamos que existem.
O meu blog é poder comunicar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Into the wild


Este é um dos filmes da minha vida: Into the wild.
Vi recentemente e estou a deixar passar uns tempos para rever. A natureza humana leva-nos por caminhos surpreendentes e inesperados e o cinema tem vários "relatos" de personagens que, num dado momento estão bem, e no seguinte mudam de trilho como se de destino se tratasse.

Depois daquela sexta-feira trágica na Noruega, voltam à discussão estes assuntos do viver numa sociedade da qual alguns tentam ausentar-se.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vá de férias mais leve.



O meu desafio para este verão é muito simples: faça-se leitor numa biblioteca municipal.

Eu estou inscrito em 2 bibliotecas (Vila Franca de Xira e Almeida) e, heresia das heresias, deixei de levar livros nas férias. Nem um.

A biblioteca proporciona-me o prazer da descoberta, mesmo que não tenha a actualização do fundo como seria desejável. Talvez não existam maus livros, antes leitores preguiçosos e a biblioteca proporciona essa surpresa na divulgação de obras menos conhecidas.

E sejamos frontais, para quê carregar um portatil, um tablet e um smartphone quando temos um serviço público que faculta o acesso à internet gratuitamente? A biblioteca é um gadget fantástico e não pesa.

Gostaria de ver até Setembro muitas imagens como a de cima. Estes são os meus cartões de leitor, dos quais me orgulho e onde já estive "de castigo" por atraso na devolução de livros. Desloque-se à biblioteca da sua área de residência e férias e, quem sabe, partilhará connosco novas experiências nestes bogues.

Ainda me lembro da tarde de 42ºC em Sesimbra em 2007, com toda a familia refugiada na biblioteca até a  temperatura da areia da praia baixar do nível "fusão-do-vidro". Oportunista? Talvez. Mas o que dizer dos livros do Mutts, do Calvin e do Nick Cave cujos imaginários foram comigo para casa! Esses sim, oportunistas, apanharam-me distraido... e ainda hoje habitam lá em casa.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

“Estamos em Julho, o Natal está já aí e no próximo domingo temos que ir ao IKEA”


Hoje, 20 de Julho de 2011, não consigo imaginar uma frase mais aterradora.

Primeiro porque as minhas férias de Julho já pertencem ao passado. Segundo porque o mês do Natal de 2011 me recorda o semi-subsidio que não vou receber. Terceiro porque uma ida ao IKEA num domingo tem efeitos secundários de mau humor para, pelo menos, os 4 dias seguintes.

Com o início destas tarefas da Web 2.0, onde aprendemos num mês aquilo que um jovem respira desde os 6 anos, veio-me à memória a diferença que é comprar uma árvore de natal ou ter uma árvore de natal.

Ter uma árvore de natal, admitamos, é acumular uma quantidade enorme de bolas que não combinam, luzes com música dos anos 80 e algumas renas de feltro que insistem em cair por cima do velho Belchior de barro. Ah, e a bela da fibra óptica pisca-pisca…
Ter uma árvore de natal é somar objectos, conforme as modas, gostos e updates ao longo dos anos. Eu já vou na Arvore 17.1, como se de versões do Windows se tratasse.

Comprar uma arvore de Natal, é basicamente o corredor 12 do AKI ou a área Épocas-festivas do IKEA. Agora temos expositores intermináveis de conjuntos sugestivos, chave-na-mão, que combinam maravilhosamente com os cortinados da sala e com a parede que pintámos de cor diferente das outras (será a moda novamente?). Longe vão os tempos das drogarias que vendiam as figuras de barro para o presépio.

O realizar de 2 tarefas semanais faz-nos mergulhar em mais de uma dezena de novas ferramentas da internet, mas em velocidade vertiginosa. Teremos dias em que parece que encarnamos uma personagem dos jogos sem fronteiras, tal é o numero de botões, ligações e opções disponíveis. Cada nova ferramenta que exploramos é um dos novos enfeites da árvore, que num momento nos interessa, mas depois pode ficar ultrapassado. À boa maneira da IKEA, chegamos a casa com uma pilha de peças, que nem em sonhos se parecem com a árvore exposta na loja. "Então tenho que enroscar todas as luzinhas!!!" Pois tem. Ninguém caracterizou tão bem a IKEA como o Ricardo Araujo Pereira, numa das suas cronicas, onde defende que se trata de uma loja de peças e não uma loja de móveis.

Na realidade, para alguns, esta formação em Web 2.0 será já um actualizar de enfeites numa árvore de natal que foram alimentando ao longo dos anos. Cada enfeite é uma ferramenta, umas mantêm-se, outras são descartadas.

Esta é a oportunidade de receber uma árvore de natal nova, completa e da ultima moda. Será perfeitamente normal que ao longo dos meses e anos, a árvore que agora é nova, perca alguns enfeites por desinteresse, por extravio, ou pela compra de outros enfeites mais ‘in’.

Seja por moda, gosto pessoal ou necessidade, a ida ao IKEA até nem é mal pensada.
Vi lá uma estrela em PVC tão bonita… para substituir aquela feita com rolos de papel higiénico pela minha filha quando tinha 5 anos!